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A aerotriangulação
tem como objetivo básico a densificação de
pontos fotogramétricos no referencial geodésico a
partir das coordenadas do pontos de apoio
suplementar horizontal e vertical obtidos em campo. De posse
do fotoíndice
com a localização do pontos de apoio suplementar horizontal
e vertical, segue-se o planejamento e a distribuição
dos pontos fotogramétricos baseando-se nas seguintes premissas:
Os pontos fotogramétricos deverão estar em locais
muito nítidos, afastados das encostas, livres de sombra e
facilmente identificáveis nas fotos.
Os pontos de apoio planialtimétrico em conjunto com os pontos
fotogramétricos são fundamentais para garantir precisão
planialtimétrica no ajustamento.

imagem geral
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detalhe dos dados |
Nesta fase também
são selecionados, os pontos de apoio de verificação,
determinados em campo adotado o método de posicionamento
relativo com a utilização do sistema NAVSTAR-GPS,
que são escolhidos aleatoriamente no interior do bloco, e
possuem a função de verificar a precisão da
aerotriangulação. Estes pontos são considerados
como pontos fotogramétricos no ajustamento, em que as têm
suas coordenadas, calculadas pela aerotriangulação,
as quais, são comparadas com as coordenadas determinadas
pelo apoio terrestre horizontal e vertical. As discrepâncias
fornecem uma avaliação da precisão do bloco
aerotriangulado.
Nesta fase também são observadas a distribuição
de pontos de ligação (pontos fotogramétricos)
em número suficiente para a área, bem como, definidos
os modelos estereoscópicos necessários para cada uma
das faixas.
Em seguida, com o auxílio de um estereoscópio de bolso,
são escolhidos os pontos de ligação entre modelos
e de enlace de faixas, obedecendo os seguintes critérios:
Ligação entre Modelos Estereoscópicos:
Em cada diapositivo será escolhido o local mais apropriado
para distribuir três pontos na linha central e dentro da zona
de superposição longitudinal. Se em alguns modelos
a linha central coincidir em áreas de difícil estereoscopia,
como por exemplo: matas, rios, encostas de morros, etc., pontos
adicionais em locais diferentes das linhas centrais, serão
acrescentados para complementação do modelo.
Ligação entre Faixas: Os pontos
escolhidos na ligação entre faixas são perfurados
na linha média de superposição transversal
das mesmas em locais onde sejam perfeitamente identificáveis
nas faixas, procurando-se sempre que possível fazer os pontos
de ligação de modelo serem coincidentes com os pontos
de ligação de faixas para aumentar a precisão
no ajustamento dos pontos fotogramétricos. Entre duas faixa
existem, em média, dois pontos de ligação de
faixa, esta quantidade de pontos aumenta a segurança no caso
de rejeição de alguns deles no processamento de ajustamento
da aerotriangulação.
Centros de Projeção: São
pontos que definem a posição da câmera aérea
no instante da tomada da foto. As suas coordenadas no referencial
do espaço-imagem são determinadas por processos matemáticos.
São fundamentais no ajustamento, a fim de aumentar a rigidez
geométrica na correção dos modelos. Resultam-se,
em média, 10 (dez) pontos por modelo. A codificação
dos pontos de ligação será feito de acordo
com a seqüencial, iniciando-se na parte superior e a esquerda
da faixa. A codificação é uma sistemática
empregada para numeração dos diferentes pontos fotogramétricos
definidos no bloco de aerotriangulação.
Definida a localização dos pontos, é efetuada
a perfuração (marca) nos diapositivos com o equipamento
para transferência de pontos, da marca Wild, com o modelo
PUG IV, cujo o aumento ótico do sistema binocular de observação
deste equipamento pode variar de maneira contínua de 6x até
24x (permitindo transferência de pontos entre fotografias
cujas escalas variem até 1:4). O diâmetro das agulhas
utilizadas para a perfuração dos pontos nos diafilmes
é de 0,06 mm. A precisão na transferência dos
pontos de ligação de faixas é fator de grande
importância no resultado final da aerotriangulação.
Em seguida, todo o trabalho de preparação passará
por uma última revisão, onde serão colocados
em relevância a existência de pontos distribuídos
em número suficiente, para que a rejeição de
alguns deles no decorrer do ajustamento de aerotriangulação,
não prejudique a estabilidade geométrica interior
do bloco. Também são revisadas as áreas limites,
inclusão de pontos de controle bem como os modelos necessários
para assegurar melhor rigidez nessas áreas.
Feita a preparação do bloco de fotografias, o trabalho
prossegue com o uso do método estereoscópico para
a leitura dos modelos nos aparelhos fotogramétricos analíticos,
onde os modelos fotogramétricos são orientados relativamente
por processos matemáticos, sendo que a orientação
relativa é dada como correta quando a média das paralaxes
verticais fosse inferior a 10 micrômetros.
A leituras dos pontos fotogramétricos são realizadas
após a formação do modelo estereoscópico,
e os valores das coordenadas no referencial de modelo são
armazenadas em arquivos de formato ASCII em ambiente computacional.
As coordenadas dos centros de projeção de cada modelo
são obtidas por ajustamento de observações
na formação analítica dos modelos.
O resultado terá a forma de uma listagem de computador,
obtendo-se a seguinte informação:
- Coordenadas X, Y, Z no espaço do restituidor, expressas
em milímetros, dos pontos observados;
- Coordenadas X, Y, Z no espaço do apoio, expressas em metros;
- Ponderação utilizada para cada ponto;
- Residuais e erros médios quadráticos dos pontos
observados (pontos de apoio, enlace e passagem);
- Listado de coordenadas em seqüência numérica
e ordenado por modelo.
Todos esses materiais serão entregues no término
da etapa.
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