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A revisão
tem o controle de qualidade como a sua principal atribuição.
Através da utilização de uma tabela de cores
as correções necessárias, são indicadas
nas plotagens das folhas de edição ou restituição.
Após a indicação dos problemas encontrados
as folhas marcadas retornam aos setores responsáveis, para
sua correção. Esta fase pode ser dividida em duas
etapas bem distintas para a verificação dos elementos
fotogramétricos.
a) Revisão da restituição
Na fase de restituição
são gerados modelos estereoscópicos os quais após
o término são plotados em ploters de última
geração, sendo as minutas de restituição
correspondente a este modelo enviadas ao departamento de revisão,
para a então chamada revisão de restituição.
Na revisão o conferente verifica, nível por nível,
as entidades restituídas de acordo com a tabela de níveis,
e adequando a representação das entidades com as especificações
técnicas.
A conferência é realizada com a utilização
de fotografias aéreas e o estereoscópio de espelhos
no qual o par de fotografias utilizado para a obtenção
da minuta de restituição é colocado para a
verificação.
Esta verificação é realizada por um operador
experiente em fotointerpretação, utilizando-se de
um jogo de canetas coloridas para marcação dos eventuais
erros ou omissões advindas dos restituidores.
Após o término desta verificação, o
par estereoscópico retornará ao aparelho restituidor
para correção dos mesmos.
b) Revisão de edição
Na etapa de edição
após a obtenção das folhas dos produtos finais,
que serão entregues ao contratante, providenciamos a revisão
completa da folha e podemos dividí-la em duas fases distintas:
Na 1ª fase, verifica-se as feições
planimétricas que são constituídas por edificações,
hidrografia, sistema viário, vegetações, os
códigos de uso de traços, textos e símbolos,
bem como a distribuição de textos de vegetação
e orientação das orlas de vegetação,
etc.
Quanto a hidrografia, verifica-se os rios perenes
(que ocorrem permanentemente), os rios intermitentes (que ocorrem
periodicamente em períodos chuvosos), lagoas e alagados,
representando uma área que pode ser considerada como aterro
em épocas de estiagem.
As edificações são verificadas
quanto a sua forma, posição e traço e também
quanto ao seu tipo: construções, fundações,
ruínas, etc., quando estas possuíssem tamanhos compatíveis
com a escala de representação.
Na 2ª fase, realiza-se a verificação
dos elementos altimétricos: pontos cotados e curvas de nível.
Os pontos cotados instrumentais são obtidos
em aparelhos restituidores, os pontos de campo, determinados pelo
Sistema NAVSTAR-GPS,
cotas da Rede de Referência de Nivelamento Nacional (RRNN)
e vértices da triangulação de 1ª ordem
do Sistema Geográfico Nacional do
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (I.B.G.E.).
Os pontos cotados instrumentais são conferidos
quanto a coerência do valor da cota em relação
às curvas de níveis e quanto a localização
a que devem ser apresentadas, tais como:
-
Passagem de nível;
- Depressões,
curvas e selas;
- Nível d'água
dos rios principais e margens de lagos, lagoas e represas;
- Barragens;
- Áreas planas
quando as curvas se afastarem mais de 3,5 cm no original cartográfico.
Em áreas muito planas são
determinados a execução de 4 a 5 pontos, cotados por
quadrícula de 10x10 cm, aproximadamente.
As folhas (copiões), serão enviadas para a fiscalização
dos serviços e, na constatação de ausência
de alguas entidads ou dúvidas de revisão, a folha
retorna à edição para as correções
assinaladas.
A revisão de edição tem como finalidade principal,
assegurar a estética do produto final, onde verifica-se por
exemplo, a tangência de elementos tais como: pontos cotados,
feições planimétricas e curvas de nível.
Nesta etapa utiliza-se as especificações técnicas
do projeto em questão para adequar a representação
das formas às normas do edital.
Os demais problemas são solucionados
com a edição de níveis, onde as folhas são
encaminhadas à edição, tantas vezes quanto
necessárias, até que as mesmas estejam em condições
de serem aprovadas como produto final.
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